Alergia alimentar

Olá, mães e pais! Nas semanas que passaram, tivemos uma série de reportagens sobre a introdução de alimentos sólidos para bebês menores de 4 meses.

O leite materno, como já falamos, deve ser o alimento exclusivo do bebê até o sexto mês de vida. Mas, na prática, o que vimos nas reportagens, é que 40% das mães ignoram essa orientação e oferecem a bebês com menos meses de vida sopinhas, produtos prontos e outros sólidos – como concluiu um estudo americano. Resultado desse hábito: menor período de amamentação, crianças obesas, doentes dos intestinos, diabéticas e alérgicas, cada dia mais.

As doenças alérgicas em crianças e adultos jovens aumentou drasticamente nas últimas décadas e as alergias alimentares são parte desse aumento e tornaram-se um grande problema de saúde no mundo nas últimas duas décadas. Os riscos ao bem -estar aumentam à medida que os alimentos consumidos, principalmente pelos bebês e crianças, são cada vez mais processados e complexos. As alergias alimentares são muito mais comuns entre crianças do que em adultos.

Uma das grandes polêmicas em torno do tema vem do fato de que qualquer reação adversa a alimentos é rotulada como alergia, quando, na verdade, muitas destas reações são de intolerância alimentar. E por que os bebês são os mais atingidos? Vários fatores têm um papel importante, entre eles a genética, a imaturidade da flora intestinal, que ainda não está preparada para alimentos “sólidos”, a frequência de exposição a vários alergenos alimentícios, como conservantes e corantes. Por fim, e talvez o mais importante, a flora bacteriana intestinal ainda não completamente formada, o que tem um papel crucial no desenvolvimento de alergia e tolerância.

O organismo dos alérgicos reconhece certas proteínas alimentares como “inimigas”, respondendo com uma reação inflamatória. Uma vez diagnosticada a doença, não tem jeito: o alimento deve ser excluído do cardápio e de um período que pode variar de seis meses a um ano (alguns casos demoram mais), pode ser reintroduzido. Se os sintomas voltarem, é eliminado novamente.

E quais são os alimentos que provocam mais alergias?

LEITE Ao contrário da intolerância à lactose, distúrbio que envolve apenas a deficiência de uma enzima, a alergia às proteínas do leite envolve uma resposta maior do sistema imunológico. Tal resposta pode ser imediata (com sintomas poucas horas após o consumo) ou, como costuma ser mais comum, tardia (com sinais de três horas a três dias depois), tornando o diagnóstico mais difícil, mesmo sendo esta a mais comum.

TRIGO, AVEIA, CEVADA E CENTEIO O glúten presente nesses alimentos pode causar alergia a crianças portadoras de doença celíaca

OVO A albumina, proteína do ovo, é usada em, comidas congeladas,misturas para alimentos e doces.

PEIXE O peixe estragado apresenta altos teores de histamina (que causa reação alérgica intensa), mesmo antes que haja alteração do sabor.

CASTANHAS E AMENDOIM Quando não controladas, as aflatoxinas presentes nestes alimentos podem causar reação alérgica.

ADITIVOS ALIMENTARES Corantes, conservantes e aditivos artificiais são alérgenos. Sulfitos, aditivos muito comuns utilizados em picles, cervejas, vinhos, refrigerante de cola, frutas e vegetais secos, cerejas ao marrasquino, batatas secas ou congeladas também podem provocar reações alérgicas.

Claro que a lista é enorme, mas acredito que estes sejam os mais utilizados na rotina alimentar. Fiquem atentos a eles caso os pequenos apresentem alguma reação após seu consumo, ok?


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