Copos de transição

Agora estou começando uma nova fase aqui em casa. Meu caçula saiu da amamentação exclusiva e está aprendendo – e gostando! – de papar e tomar suquinhos de frutas e água. No início, gerou uma certa estranheza para ele tantos sabores e cores novas. Mas, hoje, depois de 3 meses, são os melhores momentos do dia. Por enquanto, o baixinho está tomando suco e água na mamadeira. Porém, há alguns dias ele não tem tomado tudo. Por isso, estou pensando em passar a dar, em breve, no copinho de transição… Copinho de quê?

Pois é, este é o nome: transição, que ocorre entre o peito e o copo. Assim como as mamadeiras, existem vários modelos e bicos, materiais, tampas e funções. Andei pesquisando e a maioria dos especialistas, tanto em saúde bucal como em pediatria, recomenda que as mães comecem a pensar em eliminar a mamadeira a partir de um ano. Mas a transição não é tão simples assim na prática, porque a recusa pelo copinho pode ser grande até achar um modelo que o bebê realmente goste.

Então, para facilitar, o ideal é já ir apresentando o copo ao bebê quando ele tiver 6 ou 7 meses, para tomar água ou suco. Vale aproveitar que, com esta idade, os pequenos tendem a querer imitar os adultos e irmãos mais velhos. Aproveite esse interesse, quando ele o demonstrar, para fazer novas tentativas. Aqui em casa, sempre que vou tomar água com o baixinho no colo, aproveito para dar no copo para ele também – é tão bonitinho!

Hoje, com quase 9 meses, ele já segura o copinho, mas ainda não sabe muito bem virar para sair o líquido. Uma coisa é certa: a boquinha ele sempre acerta. Por isso, mostre ao bebê que é preciso entornar o copo para o líquido descer e, quando ele entender, você pode dar a ele copos com tampa e duas alças para treinar.

Atenção: o mais importante é prestar atenção se o material do copinho contém ou não o Bisfenol A (BPA), um composto químico que pode ser encontrado em plásticos que apresentam em sua composição o policarbonato e em revestimentos internos de latas de alimentos. Por isso, são nestes utensílios de cozinha, em especial os infantis, como mamadeiras e copos de criança, que reside a grande preocupação. O BPA é uma molécula muito instável e pode migrar dos produtos para os alimentos apenas com mudanças de temperatura ou danos à embalagem.

Mas o que isso pode trazer de prejuízo? O principal perigo da exposição ao bisfenol A está no fato do composto ser um desregulador endócrino. Alguns estudos indicam que, no organismo, o BPA se comporta de maneira semelhante ao estrógeno, o principal hormônio feminino. Ele interfere diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas e pode aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios. Então, mamães e papais, muito cuidado na hora de comprar o copinho de transição ou a mamadeira. Vale ler as informações na caixa e assegurar-se que não contém BPA.

 

[Fotos: Divulgação. Imagens meramente ilustrativas]


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