Os problemas respiratórios

Olá, mães e pais, há quanto tempo né? Fiquei algum tempo sem “falar com vocês” pois o pequeno aqui em casa está dando um pouquinho de trabalho, com alguns problemas respiratórios ainda não diagnosticados ao certo. E, claro, esses problemas também devem acontecer com muitos de vocês nesta época do ano.

A respiração nos liga continuamente a tudo o que existe e o ar que respiramos nos une. A respiração, portanto, tem a ver com contato e relacionamento. E nas nossas muitas idas ao pediatra, umas das primeiras ideias que ela me deu para ver uma melhora do pequeno foi tirá-lo da escolinha. Ah, tá, decisão fácil né? E como trabalhamos? Aí resolvi ler um pouco sobre o que poderia causar problemas respiratórios em bebês e crianças e a primeira coisa que achei foi que:

Nas crianças, problemas respiratórios podem surgir logo após uma mudança nos hábitos diários, como troca de babás, término da licença maternidade, desmame repentino, com a mãe tendo que retornar às suas atividades profissionais. A ida para a creche/escola dará início a uma nova fase na vida da criança. E esta nova fase deve ser bem trabalhada, para que o bebê se sinta seguro, amado e amparado para o início da nova rotina.

Durante a minha busca, encontrei que algumas crianças, quando essa nova fase não está bem consolidada, podem se sentir carentes, tristes e magoadas. Essas emoções negativas levam a um enfraquecimento do timo, uma glândula responsável pelo sistema imunológico. Muitas das doenças que ocorrem no início da vidinha escolar, como resfriados, pneumonias, sinusites e diarreias, têm como ponto base essas emoções negativas.

Claro que quando li sobre isso fiquei emocionalmente abalada e comecei a pensar que a pediatra poderia estar certa. Mas logo comecei a perceber o comportamento do pequeno e relatei que no meu caso o problema não era bem esse e, sim, uma falta de diagnóstico bem feito pelos médicos que o acompanham.

Sintomas como peito chiando, falta de ar, tosse e aumento do cansaço são apenas alguns dos sintomas que acometem, sem dó, não só o meu pequeno como muitas crianças com doenças respiratórias.

Os “catarrinhos”, que tanto nos preocupam, são uma perturbação mais frequente do que muitos julgam, sobretudo durante os primeiros três ou quatro anos de vida: afetam perto de 20% das crianças entre os dois primeiros anos de vida e cerca de 35% das crianças que frequentam creches/escolinhas. As dificuldades respiratórias normalmente desaparecem com a idade – entre os quatro e os cinco anos de idade já deixam de ser uma dor de cabeça para a maioria.

E quais são as principais doenças respiratórias nas crianças?

Mesmo que os pais não apresentem alergia, a criança ainda assim pode vir a ter reações alérgicas, que se apresentarão como rinite, conjuntivite, asma ou alergia de pele.

Um em cada quatro brasileiros sofre de rinite alérgica desencadeada por fatores como a presença de ácaro da poeira, a caspa de animais e o mofo. Os mecanismos que disparam as respostas a esses alérgenos (substâncias que provocam reações alérgicas) são parecidos. As crises agudas de tosse, espirro, coriza e congestionamento nasal costumam acontecer no período noturno, quando as pessoas têm contato com travesseiros, cobertas e colchões repletos de pó.

Hoje, estudos apontam que aproximadamente 75% de todos os asmáticos têm rinite; em contrapartida, 25% das pessoas com rinite têm asma. E o que essas patologias tem em comum? Estudos científicos evidenciam a similaridade de mucosas que revestem internamente todo o sistema respiratório. Sendo assim, o mesmo estímulo é capaz de gerar sintomas nasais e pulmonares, simultaneamente. Por outro lado, também pode ocorrer a sinusite, que é uma complicação frequente da rinite, em resposta à inflamação da mucosa de revestimento dos seios paranasais. É fato comprovado que a rinite e a sinusite podem provocar crises ou atuar como fator de piora e perpetuação da asma.

E como diagnosticar?

Em teste chamado RAST (IGE-Específico) é possível identificar várias alergias. Para esse tipo de teste, o especialista define quais antígenos serão testados contra determinados alérgenos, baseado principalmente no histórico de sintomas. São muitos tipos, que podem ser divididos em ácaros, fungos, pelos de animais, grupos alimentares (leite,soja,queijos) e insetos.

 

Referências: ABRA: Associação Brasileira de Asmáticos; Fleury- Bases disgnósticas- http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/10766

Foto: [1] Stock.xchn


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