Diário de NY #11: nosso não-carnaval



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Sim, o não-carnaval, porque o que vem a ser passar essa festa fora do Brasil? Passar Natal, tudo bem. Natal tem em um monte de lugar. E no hemisfério norte tem seu charme. Passar o seu aniversário, tudo bem. Mesmo no Brasil você hoje recebe mais parabéns pelas redes sociais do que ao vivo mesmo. Agora, carnaval desse jeito que toma a vida, as mentes e a sanidade das pessoas só tem no Brasil mesmo. Parece óbvio, mas às vezes a gente só se dá conta do óbvio quando ocorre algum estranhamento. Como é o caso de passar a terça-feira gorda assistindo a uma aula sobre imigração e chorando com um filme super triste sobre crianças de 10 anos que atravessam a fronteira entre o México e os Estados Unidos sozinhas e passam por todo tipo de coisa.

Mas… “erga essa cabeça, põe o pé e vai na fé”, que de algum jeito o suingue sempre chega onde está um amante do carnaval. Nos nosso caso, dois. Então, mesmo sem passarela, avenida, bloco de sujo, bloco dos jornalistas em Floripa, desfile das campeãs no Rio nem Peixada do Gui, sacudimos o esqueleto eu e Gabriel. Em casa, claro, porque o único baile de carnaval que achei não aceitava menores de 21 anos. Onde tem bebida não tem criança. Interessante né?

Mas metemos uma camiseta do Brasil cada um e acompanhamos os desfiles das escolas de samba pela televisão. Esse ano ele, mais crescido, estava super atento e na fase do “por quê?”. Então tive que passar explicando enredo, sambas, destaques, fantasias. Noveleiro de primeira hora, Gabriel identificava os atores da Globo. Mas o legal foi vê-lo apreciar a batucada e o espetáculo com tantas cores, brilhos e originalidade.

De quebra, dançamos muito “Beijinho no ombro” e “Lepo, Lepo”, que é pra não ficarmos desatualizados das maravilhas da sazonalidade do carnaval. Ano que vem esses dois top 5 estarão antigos e nós temos que manter a vibe. Gravamos até um videozinho de 10 segundos e mandamos pro site da Globo dando “oi pra galera”. Gabriel esperou aparecer na televisão, mas não rolou. E olha que a vó e o vô até gravaram o desfile pra garantir que não nos perderiam entrar no ar.

Pra manter o clima, ainda tem os amigos queridos que lembram da gente nos melhores momentos da farra, batendo foto de biquinho e dedicando a imagem no Facebook. Valeu, meninas. Melhor atiçar a vontade com a lembrança em plena folia do que mandar mensagem de ressaca na quarta-feira de cinzas. Enquanto isso, na Sala de Justiça, o não feriado ainda teve futsal, ida ao enlouquecido Chuck and Cheese, pro Gabriel curtir jogos eletrônicos com os amigos, cachorro-quente feito em casa, futebol na neve e jogo de basquete em Columbia. O bom é que nós não paramos nunca. E temos muitos planos para 2015. Aguardem as fantasias.


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