DIÁRIO DE NY #14: sair ou não de casa



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Em nossa mudança do Brasil para Nova York fizemos totalmente uma alteração de nossa rotina. Aliás, quando se muda de país, abandona-se toda a rotina e constrói-se outra no novo lugar. E esta foi profunda em vários aspectos. Gabriel deixa a escola onde estudava há três anos. Desmontamos nossa casa, que era alugada, e deixamos nossas coisas em caixas na casa de uma tia. Enfim, botamos a vida em três malas e tomamos o avião. O que já estava certo era nossa nova casa, um apartamento de um quarto ao lado da Universidade de Columbia, e meu projeto de pós-doutorado. Escola pra ele, amigos, programas, comida e horarios, tudo seria repensado, repactuado, redefinido.

E assim aqui ganhamos nova rotina. Nós dois somos por natureza notívagos. Eu sempre preferi trabalhar à noite e Gabriel, se for deixado à sua escolha, se mantém acordado até a gente não aguentar mais. Deste modo, sempre estudou à tarde no Brasil. Aqui a escola dele começa às 8:10 da manhã e vai até às 14:30, dependendo das atividades agendadas para o período da tarde. Então fomos refazendo a rotina. Ele começou dormindo às 22h. Pouco. Custava pra acordar. Chegava atrasado à escola. A professora não gostava. Isso não se altera. Nenhuma nunca gostou. Passou a dormir às 21h. Pouco ainda. Custava pra acordar. Era uma confusão de manhã. Chegava atrasado. A professora continuava não gostando. Agora ele fecha os olhinhos entre 20h e 20h30 (os amigos do final do corredor vão às 19h!). Ainda assim tenho que chamá-lo pela manhã. Mas a coisa melhorou bastante. Estamos conseguindo chegar no horário, pra ele subir à sua sala junto com a turma. Sim, a profe fica feliz, a mãe fica feliz e espero que a criança também. Nos dias de chuva pegamos táxi para fazer as nove quadras que andamos diariamente para chegar até a escola. Gabriel tem adorado quando chove só pra andar de táxi.

É interessante poder parar a rotina e, além de repensá-la, ter que alterá-la para se adaptar e conviver melhor no novo espaço. E acho que só as viagens fazem isso num bom sentido. Claro que quase nunca de uma forma fácil. É sempre um processo, como tudo. Mas é um dos benefícios de uma mudança como esta. E tem muitas coisas dessa necessidade de mudança de rotina que quero levar de volta para o Brasil. Inclusive a capacidade de alterá-la novamente ou sempre que a gente julgar que deve.

Um das noites desta semana Gabriel e eu quebramos a rotina da elogiada hora de dormir e fomos até Columbia pra ver um filme que eu queria muito ver desde o Brasil. Claro que adiantei tudo que pude, inclusive banho e jantar. Pensei várias vezes se mudava o combinado, se o fazia ir pra cama mais tarde, se o levava mesmo ao um evento de adulto. Mas também qual é a graça de vir pra uma cidade que não dorme se não for pra alterar seus hábitos e aproveitar o que ela tem de melhor que são coisas acontecendo o tempo todo. Até a biblioteca da universidade funciona 24 horas por dia.

Então fomos ver o documentário Elena. O filme não era pra criança, mas aqui nossa rotina também é assim, ele me acompanha a todos os cantos. E mal também não ia fazer. Quando ele crescer nem vai acreditar quando revistar as coisas que eu o fiz me acompanhar com seis anos de idade. Vamos ver o que ele vai achar disso, claro. Mas voltando à ida ao filme, ele acompanhou muito momentos, me fazia perguntas, como sempre. Logo no começo ele me pergunta “ela morreu?”… E volta e meia ia até a mesa buscar água com limão, suco, biscoito e queijo. Ficou até amigo do garçon, que providenciou suco de laranja só pra ele, a única criança no recinto.

E o melhor de tudo, como recompensa por termos tido a coragem de alterar a rotina, além de assistir um filme tão delicado e profundo, que contou inclusive com a presença da diretora em debate que ocorreu após a exibição, ainda fizemos novas amizades! Coisa boa! Já parou pra conversar conosco uma senhorinha nova-iorquina, cujo marido brasileiro, falecido, músico, a ensinou português. E ela feliz de falar o idioma conosco. Me lembrou o sotaque em português de minha amiga Alexandra. Conhecemos uma nova amiga brasileira também que vai nos levar a já nossos novos amigos, que nem conhecemos ainda, um grupo de estudantes de doutorado em Columbia. Acho que um dia passei por ele no campus. Gabriel, claro, com sua bola de basquete nova, já fez uma nova melhor amiga. E assim continuamos vivendo entre escolhas e conseqüências, como em qualquer lugar né.

 

DIÁRIO VISUAL

CAPELA SAINT PAUL Música na Capela de St Paul. De graça. Boa música. Músicos bem de pertinho. Bem humorados e competentíssimos. Inspirados. Toda terça. Com músicos diferentes. Dentro do campus de Columbia. Entre a escola e a casa. Lindo. Viva a primavera.! E teve a brincadeira de 1o de abril. Os músicos trocam de posiçoões, com instrumentos que não dominam e começam a tocar atravessados, para o espanto e graça da plateia. Bem-humorados eles.

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SONY WONDER TECHNOLOGY LAB E hoje foi dia de passeio da escola! Com ônibus amarelo e tudo! Lá foi a mommy junto. Quatro pais foram convidados a ir em visita ao laboratório da Sony para crianças. Foi super legal. A turma se divertiu!!

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MORNINGSIDE PARK Nessa primavera de 12 graus, a gente jura que já não faz frio… É que a gente lembra dos -15 e vai pra rua.

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CENTRAL PARK  Central Park com amigos

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VÍDEO A dança do Gabito.


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