Diário de NY #17: o cotidiano, na alegria e a na tristeza



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Com sete meses feitos em Nova York a cidade começa a se misturar entre as milhares de opcões ainda não experimentadas, os lugares onde é necessário voltar várias vezes, lugares onde é preciso voltar pelo menos para ver como é em cada estação do ano. Há também coisas do cotidiano, boas e ruins, que e se incorporam ou acontecem sem que você queira mas que fazer parte da acomodação do tempo. E esta semana foi assim. Aconteceu um bocado de coisa miúda, daquelas que você não programa, junto com aquelas que você organiza ou que inventa. Foi até difícil pensar sobre o que escrever, como se não tivesse acontecido nada que merecesse um texto inteiro ou que tudo tivesse sido tão picado que eu poderia botar tudo numa panela, mexer, mexer e depois servir. Bom, é mais ou menos assim que tenho visto os últimos dias.

Da lista de coisas inesperadas listo a inundação do meu quarto no dia do meu aniversário, que já relatei no texto anterior. Mas agora entra na lista do interminável cotidiano, o reparo. Com o destaque que, talvez por se tratar de edifício da universidade, a manutenção só te ocupa o tempo necessário e o serviço é rápido e eficiente. Objetivo como tudo por aqui, eu diria. Só não vou dizer integralmente porque não sei dos dados, mas um dado a mais é que todos os funcionários da equipe técnica de manutenção são imigrantes de primeira geração. Todos com quem tratei até agora, e não apenas nesse reparo, falam espanhol. Acompanhados das facilidades técnicas, com seus equipamentos e materiais descartáveis, um seca o chão da inundação, o outro raspa e pinta a parede, o outro troca a lâmpada e o outro manda, claro. Entram e saem porque têm a chave, fazem o trabalho e deixam o imóvel quase intacto, com poucos vestígios de que tenha ocorrido alguma obra em casa. A não ser que você volte enquanto ainda estão lá para conseguir perceber a revolução com papéis para forrar o chão, pincéis, rolos, tinta, plástico para nada atingir seus móveis, seus livros e os brinquedos da criança. Claro que ofereci suco, água, bati um papo e ofereci minha mesa para o senhor da pintura fazer sua refeição. A mesa ele não aceitou e comeu um sanduíche no corredor antes de voltar ao trabalho.

Bom, mas entre todas as considerações sobre o cotidiano nosso de cada dia após sete meses, só falei do reparo da casa. É que para um apartamento de um quarto, uma reforma de quatro dias nesse mesmo quarto é coisa que ocupa a mente e quase todo o espaço.

Mas o melhor dessa mistura do cotidiano com a permanente novidade de quem ainda descobre a cidade é todo o resto que se passou na miudeza da semana. Mas vou falar de duas outra três coisas só. Numa saída de sábado para ir ao cinema, mudamos de ideia na primeira quadra. Nos deparamos com uma feira de rua, que acontece uma vez por ano, e tem desde brinquedos infláveis, venda de livros por cinco dólares “a sacola”, brinquedos por três dólares, pintura facial e até voltinha em pônei. Por ali já ficamos, com nossos biscoitos e sucos guardados na mochila, deixando a sequência de Homem Aranha para assistir no dia seguinte. Para terminar a lista de pérolas do cotidiano ainda tem o Gabriel virando escoteiro. Nada mais local, nada mais do bairro do que isso né. Toda terça. Signs up!

 

DIÁRIO VISUAL

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#SEM FILTRO
Tá demais a primavera no Central Park. Hoje, depois da escola, pra dar uma variada.

 

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DIA DAS MÃES (1)
Olha o que ganhei na cama hoje?!Iogurte, granola e um desenho, colado com durex na vasilha e tudo. E ficamos felizes

 

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DIA DAS MÃES (2)
Pra terminar o dia especial… Central Park — e eu me sentindo quase gêmea :-)

 

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NO PARQUINHO
O bonito depois da escola. Feliz com um lance que a profe fez e ele nem sabe que foi por intermédio da mom. Prejuízo é ir com ele comprar presente de aniversário pro amigo. Um lego pro amigo. Um lego pra ele.
I love lego too!


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