Diário de NY #6: o frio e o Central Park



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Chegamos aqui no outono. E, para os padrões de Floripa, já estava frio. Aproveitamos o que deu com temperaturas amenas para NYC e friozinhas para o Brasil. As pessoas aqui até diziam que estavam estranhando o atraso do frio. Enquanto isso a gente andava por tudo que era canto, cada vez botando mais casaco e já comprando acessórios para o frio que ainda viria. Fomos fazendo quase um novo guarda-roupa com casacos forrados de pena de ganso, luvas, toucas de cores diferentes, botas de pêlo.

E a coisa foi ficando gelada. A primeira neve caiu. A segunda neve caiu. A terceira. A tempestade de neve no ano novo. A temperatura mais baixa que pegamos até agora foi -15 graus. Nós só fomos cuidando de sair mais protegidos do frio à medida que a temperatura baixava, mas não deixamos de sair. Já corremos a cidade um bocado, com neve ou sem. Com frio ou com menos frio (calor não rolou ainda). Privilegiamos eventos, que descobrimos muitas vezes pela internet, pela revista Time Out, por cartazes por aí ou por acaso quando saímos para outro evento. Porque daí saímos de casa com hora marcada e com destino, indoor ou não. Encapotados, já fomos ao balé do Quebra Nozes no Lincoln Center, ao cinema para Frozen, Thor, Tá chovendo hambúrger 2. Congelando fomos também ao resgate do Papai Noel do alto do prédio do museu do corpo de bombeiros de NY. Nevando fomos ao jogo de sábado do futsal e à chocolateira Max Brenner. E nem tudo no frio é indoor. Tava frio pacas na Maratona de Nova York, no Central Park, no zoológico num domingo, no jogo de futebol quando ainda era num campo à beira do rio Hudson.

diario6Mas um dos nossos passeios mais legais é mesmo na rua. O Central Park. Este final de semana fomos lá de novo. Sem evento marcado, sem dia especial. Apenas um domingo no parque, com um solzinho bom que ajuda a levar o inverno. De novo com casaco de pena de ganso, com luvas, toucas, cachecol, botas. Mas agora entrando pela esquina do edifício Dakota, onde morou e morreu John Lenon, passando pelo Strawberry Fields, uma homenagem ao Beatles, que é ponto turístico obrigatório para o que gostavam e gostam da banda. Tava um friozão. Os lagos do parque congelados. Mas uma galera passeava por lá. No Strawberry Fields, bem quando chegamos, começou a tocar violão um músico anônimo. Ele tocou só Beatles, claro. Me emocionou. Eu não conseguia sair dali. Sentei e fiquei escutando as músicas do Lenon, que se sucediam enquanto os turistas iam e vinham tirando fotos do lado do mosaico feito no chão escrito Imagine.

Quando o frio já não nos deixava mais ficar parados, nem nós nem o músico, que deixava de tocar para esquentar as mãos, fomos achar a Bow Bridge e a saída do parque. Até sair do Central Park, passamos por pequenos caminhos, pontes miúdas e maiores, pequenas cachoeiras e lagos congelados. Lindo. E o Central Park é cenário para se descobrir aos poucos, curtindo cada dia, cada curva e cada estação, Então, vamos continuar nossos passeios lá no inverno, com toda a nossa coragem de encarar as temperaturas negativas, mas mal podemos esperar a primavera e o verão pra conhecer a efervescência desse cenário incrível, que o cinema já se utilizou tanto.

 

DIÁRIO VISUAL: COMPRAS, PASSEIOS E MAIS!

 

DIARIO DE NYE aqui é feriado nesta segunda. American holyday para comemorar Martin Luther King Jr Day. “I have a dream”

 

diario+de+ny+6+childrens+museumPorque criança gosta mesmo é de brincar, fomos no Children’s Museum of Manhattan

 

diario+de+ny+6+faoNós na FAO. Brinquedos que enlouquecem crianças e adultos.

 

diarop+de+ny+seboNo meio do caminho, em Upper West Side, tinha um sebo… E eu comprei A Literature Without Qualities, sobre os escritores norte-americanos dos pós-guerra.

 

diario+de+ny+6+visualO bonito cortou o cabelo esta semana com nossa amiga Lídia, brasileira que mora aqui há 27 anos. A descobrimos por acaso!

 

 


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