Diário de NY: agitando a vida



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Quando a escolha é agitar a vida, não importa muito se é tempo de férias ou não. Essa sempre foi minha preferência. Curtir ao longo do caminho ao invés de esperar a aposentadoria. Tá, claro que tem os compromissos, projetos, responsabilidades e tal. Mas um pouco de parcimônia pra todas as coisas acaba ajudando. Então, hoje vou falar de uma coisa que fizemos ainda nas férias e outra que fizemos já na retomada do ano letivo, mas que ainda parece férias. Uma é ir à praia e a outra é ir ao jogo da seleção brasileira de futebol.

A praia foi uma daquelas arriscadas que deram certo. Não tenho carro aqui em NY e jamais teria. Então, também acabam se reduzindo um pouco as saídas da cidade. Mas pra minha surpresa e gosto, tem linhas do metrô que chegam pertinho do mar. E foi uma dessas aí que eu e Gabriel pegamos num dos dias de férias. O metrô que passa no Central e pertinho de casa leva até Howard Beach. Fizemos uma mochila de roupa, toalha e brinquedos, compramos um gyro (espécie de sanduíche com pão árabe, frango ou carne de cordeiro e salada, que os egípcios vendem por aqui) num desses carrinhos de comida de rua e fomos pra praia. Descemos no “ponto final” do metrô e descobrimos uma praia bem maneira. Tinha um pouco de vento demais pro meu gosto, mas foi nosso primeiro sol em traje de praia, pra tirar a aquela cor pálida, que nem combina com a gente. Gabriel estava em casa. Acho incrível a capacidade que ele tem que estar “de boa”, como ele diz, em espaços abertos. Ele se sente muito à vontade e até mais tranquilo do que em espaços fechamos, que tem menos distrações e aparentemente seriam mais sossegados.

E nosso dia correu nessas pequenas descobertas da praia. Howard Beach fica ao lado de Coney Island, que é uma praia mais conhecida, onde tem um parque de diversões que aparece em guias de viagem e também o New York Aquarium. E fomos descobrindo tudo isso caminhando pela extensão de areia. De Howard Beach até Coney Island, passando pelo banheiro público em ótimo estado na beira da praia até o aquário para assistir o show do leão marinho local. O aquário ainda está apenas parcialmente funcionando, com obras por causa do furacão Sandy, que atingiu Nova York em 2012.

Ainda deu tempo pra pizza e batata frita. Só não dei muita chance pro parque de diversões. O dia já estava longo, a grana curta e a volta pra casa nos tomaria mais uma hora e meia de metrô. Mas devagarinho fomos retornando com o primeiro bronzeado do verão, que não foi tão longo mas já foi bom.

Depois que as aulas começaram, ainda continuamos então inventando coisas pra fazer, mesmo como nossos compromissos acadêmicos. Em plena terça-feira, fomos até o MetLife Stadium, em Nova Jersey, para assistir a seleção jogar com o Equador. A goleada de 7 que a Alemanha nos deu ainda estava bem viva. Mais do que a vitória de um a zero do Brasil sobre a Colômbia na semana anterior. Mas, enfim, estava valendo o empenho. Afinal, era a primeira vez que o Gabriel iria a campo pra ver a seleção jogar. E sabe que acho que a minha também? Então, nos botamos de camiseta amarela da seleção, pegamos metrô e ônibus e fomos parar lá em cima na arquibancada, torcendo, fazendo ola e publicando fotos no Facebook. Valeu a aventura. E, no dia seguinte, estávamos na escola até antes do horário, provando que dá pra se divertir em pleno ano letivo e ainda retomar os compromissos. Claro que neste dia dormimos cedo pra não abusar. Mas ganhamos mais uma história pra contar.


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