Diário de NY: good bye Nova York



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Escrevo hoje meu último texto sobre minha experiência e de meu filho Gabriel em Nova York. Produzo o último número já fora da cidade onde vivemos por um ano e que nos modificou e nos afirmou de diversas formas. Estamos já no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde espero minha conexão para Florianópolis. Escrevo numa mesa de um restaurante fast food e Gabriel desenha e pinta super-heróis aqui do meu lado. Vez ou outra começa alguma conversa, pergunta ou observação. Já em português ou ainda em inglês, igual ao thank you que fez os funcionários do aeroporto rirem lá pelas 5h da manhã, quando chegamos aqui.

Ainda estamos em trânsito, mas até o último momento vivemos intensamente nossa experiência ao norte. Nos últimos dias tive que me mudar de mala e cuia do apartamento que aluguei por um ano. Era um apartamento de um quarto mas acumulei tanta coisa neste período que foi difícil me livrar dele no final. Claro que não apenas pelo que comprei ou guardei. Mas também pelo que vivi no entorno da Universidade de Columbia, no Oeste da região uptown de Manhattan.

Fomos parar mais pra cima, na rua 157, num quarto alugado na casa de um casal pelo Airbnb. Deixei meu apartamento, que nos abrigou, orientou, protegeu e recebeu amigos e família por um e fomos nos aventurar na casa de alguém, com quatro malas de 32kg e mais todos os excessos de mão. E demos a maior sorte. O casal virou amigo, adorou o Gabriel, pensa em ter filho. Ela é escritora e poeta, ele é filmaker e editor. Já vai participar de meus projetos de vídeo de alguma forma. Ambos já foram ao Brasil, cada um sozinho e agora fazem planos de ir em casal.

Na improvável região da 157 (digo improvável porque se percebe menos a estrutura da região downtown, da parte turística e descolada da cidade e mais cara de periferia) omos apresentados ao parque mais legal. É uma área renovada na beira do rio Hudson, entre os trilhos do trem, que levam ao norte e para fora da cidade, e a água. Tem quadras de basquete e vôlei e muitos espaços e brinquedos para as crianças. Um verdadeiro tesouro escondido, que se chega passando debaixo de um viaduto, também revitalizado, de uma rodovia da cidade.

Nossos últimos dias nos confirmaram que até o último momento é possível ter boas surpresas e ao mesmo tempo conhecer lugares e pessoas legais se continuarmos com o olhar atento e o coração aberto para isso. Hoje migramos de volta. Foi estranho deixar Nova York. Pra mim e para o Gabriel. Saí com a estranha sensação de que saio de Nova York mas Nova York não sai de mim. Então dei até logo e não adeus. Não ao glamour, ao cenário de filme, mas à cidade que nos mostrou cotidiano e novidade com uma intensidade que não se vive todo dia. Virou nossa casa também. Uma hora a gente aparece por lá de novo. Agora, de volta ao porto para novas aventuras.

DIÁRIO VISUAL

E nos últimos dias na Big Apple, Vanessa e Gabriel descobrem um novo (e ótimo!) parque.

 


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