Diário de NY: time to go

Agora chegamos ao desafio da reta final. São menos de duas semanas e deixamos NYC. Que ano intenso!! Na cidade que nunca dorme, encontramos todos os ritmos, na verdade. Vida de bairro, em Morningside Heights, no meio da Universidade de Columbia. “Na Columbia”, como diz o Gabriel com toda a sua intimidade infantil. Nada mais natural pra quem fez do campus da universidade o seu quintal pra jogar bola, fazer lanchinho depois da escola, encontrar e fazer amigos, passar pra ir pegar o metrô ou pra ir ao mercado.

Vida de bairro também pra ir até a escola todas as manhãs. Caminho onde vimos as estações mudarem. E eu lembro que no Brasil dizem que temos todas as estações bem marcadas. Mas, na boa, nunca havia tido a experiência das quatro estações tão bem marcadas numa mesma cidade. No caminho para a escola vimos neve, pegamos 15 graus negativos, passamos calor, vimos as folhas ficarem amarelas e caírem e vimos tudo florescer de novo.

Em NY criamos rotina e também inventamos rotina. Vivemos vida misturada, de quem entra no ritmo da cidade, dos projetos que trouxemos para realizar, do dia-a-dia de um garoto de 6 e depois 7 anos, das pesquisas sobre cobertura de guerra e das descobertas do cotidiano de dois viajantes. Viajantes que não são mais turistas da cidade, mas parte dela. Ao mesmo tempo, sabidos da sua provisoriedade. E assim, aproveitamos tudo que pudemos.

Gabriel, que chegou aqui falando duas frases em inglês, aprendidas dentro do avião, deixa a cidade um outro-mesmo menino, que agora conversa em duas línguas, as mistura quando quer, assim como também mistura hábitos e jeitos de lidar com o mundo. Ele que me disparou a pergunta mais direta e difícil de responder em nosso embarque pra cá, ainda dentro do avião, antes de decolar: “mãe, por que você tá indo pra NY?”, há um ano me ajuda a construir a resposta. Na hora de ir embora já faz planos de conhecer a Itália e a China. E também de visitar amigos no Canadá e em Istambul. Sem contar os planos de voltar a NY quando crescer.

A escola já acabou. Dos amigos já se despediu. Ainda está brincando com as crianças do nosso prédio, nos parques, em Columbia. Nossa rotina só mudou mesmo porque, custosamente, estamos começando a fazer as malas. Mas hoje ainda fomos ver um jogo de vôlei no ginásio da universidade. Ontem fomos caminhar na High Line, que abriu uma parte nova de onde dá pra ver o pôr do sol. Ainda vamos tomar café no Artopolis e vamos ao Central Park. Que Nova York ainda nos surpreenda nessas duas últimas semanas.

DIÁRIO VISUAL

 

diario-de-ny-time-to-go-pola-04E nós aqui também tivemos homenagem a Cosme e Damião no jardim… de Columbia.

diario-de-ny-time-to-go-pola-03Essa vai para a Vó Nilva, que reclamou da ausência de foto. No Le Pain Quotidien.

diario-de-ny-time-to-go-pola-02My Harry Potter!

diario-de-ny-time-to-go-pola-01Pink October. Para lembrar do câncer de mama no jogo de voleibol feminino de Columbia.

Jam session nas ruas de NY! Vejam o vídeo que fiz por lá:

 


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