Diário de NY #12: e viva o playground!



diario-de-ny_parquesdeny_3
diario-de-ny_parquesdeny_2
diario-de-ny_parquesdeny
diario-de-ny_festivaldecinemainfantil
diario-de-ny_concerto
diario-de-ny

Um pouco de estrutura material não faz mal a ninguém. E não estou nem falando em ganhar dinheiro, ficar rica e ter minha própria estrutura material. Falo mesmo é de estrutura pública. E quando falo nisso penso logo em coisas bem objetivas como playgrounds e transporte público. Não vou ficar aqui fazendo apologia dos Estados Unidos como país perfeito e o resto do mundo como uma porcaria não. Não é meu estilo e nem justifica o quanto não sou “vendida”.

O meu relato é mesmo da experiência do dia-a-dia e mais precisamente do último final de semana. Sei que é complicado comparar Nova York com outra cidade brasileira que não seja São Paulo. Mas algum grau de comparação sempre é possível uma vez que se aumenta o caixa, aumenta também a conta, e vice-versa. E no caso dos espaços públicos, estou falando de coisas que não são tão caras assim.

Nem vou me deter em um lugar como o Central Park, que é incrível não só porque é muito bonito e cheio de coisas pra fazer mas, ainda mais, pelo fato dele estar lá numa cidade com um dos metros quadrados mais caros do mundo. Sim, poderiam ter feito muitos prédios no lugar do parque. E deve ter tido gente que quis fazer. Confesso que ainda não fui muito atrás dessa história, embora esteja ficando com vontade de saber. Mas falo principalmente da quantidade de pracinhas e parquinhos para as crianças que tenho encontrado por aqui.

Sempre tem uma quadra de esporte, um playground com escorregador, estrutura para subir, enfim, um parquinho. Eles são de ferro, de pedra, de tudo que é jeito. E além de serem muitos, ainda estão sempre em ótimo estado. Nunca peguei nenhum quebrado. No sábado fomos com nossos vizinhos indianos ao playground que fica no parque ao lado de casa. Gabriel e Abhey se divertiram muito. Ainda tá um tanto frio mas o lugar estava cheio de crianças do entorno, o que significa que se misturam com suas crianças estudantes e pesquisadores da Universidade de Columbia e moradores mais tradicionais do Harlem. Gabriel jogou bola, subiu nos aparelhos infantis, correu com o amigo que foi junto e com os que fez lá. Eu e a vizinha ficamos sentadas ao sol dando assistência, água, biscoito. Esqueci de falar ainda que o parquinho é cercado e tem sempre dois portões de acesso.

Comparações às vezes são bem-vindas, ainda mais com estruturas assim de baixo custo. Mostra que às vezes é preciso visão, pressão e um pouco de boa vontade. E mais ainda, resolvi escrever sobre isso para mostrar como é bom usar estruturas públicas. Intercalando essas idas ao parque e ao campus de Columbia pra jogar bola, claro que fomos ao Festival Internacional de Cinema Infantil de Nova York, ao restaurante almoçar e a outros lugares pagos. Mas nossas idas ao parquinho são imperdíveis.

Por mais parquinhos no Brasil! E nem cheguei a falar do transporte público, né.
Fica pra próxima!

DIÁRIO VISUAL

Hoje compartilho com você um vídeo que o Gabriel fez durante uma partida de basquete de Columbia.

 


COMPARTILHE!




LEIA TAMBÉM: