Vacinas: procure saber

Hoje resolvi mexer num vespeiro cabeludo e tocar num assunto que desperta reações inflamadas, com o perdão do trocadilho: vacinas. Aviso logo de cara que a ideia aqui não é nem meter o pau, nem defender a vacinação. Quero apenas levantar a discussão e convido você para refletir junto comigo – até porque, confesso, estou longe, muito longe, de fechar opinião sobre o tema. Ao contrário do que diz o senso comum, vacinar os filhos não deveria ser um ato automático e, sim, resultado de uma busca cuidadosa de informações. Afinal, já deu para perceber que nada nesta vida é tão óbvio como parece ser.

vacinacao+cuidados+informacao+cha+de+fralda+nmagazineDepois de muita conversa e pesquisa, aqui em casa nós decidimos vacinar o Benjamin. No extenso cardápio que nos ofereceram desde que ele nasceu, escolhemos a dedo quais as doenças que preferimos evitar a ter de encará-las. Fora isso, levamos em conta a realidade do nosso filho, a cidade em que vive, suas condições de saneamento, e acesso à saúde. O negócio é que o mercado de vacinas é uma espécie de 1406 – você escolhe dar a vacina contra tétano, mas ganha inteiramente grátis, na mesma injeção, um pacote contra outras 3 ou 4 doenças. É uma bomba. No fim das contas, Benjamin foi muito mais vacinado do que nós gostaríamos que ele tivesse sido. Acabamos seguindo aquele calendário geralzão oferecido pelo governo em que, durante mais de um ano, em intervalos de 30 dias, o bebê recebe doses cavalares de vírus e bactérias. Ainda assim, contrariamos as regras da maioria e deixamos de dar algumas, ora por não ver sentido nenhum (por que vacinar uma criança contra uma bactéria que não existe no Brasil, ou contra sinusite se ela ainda não tem seios da face?), ora por acreditar sinceramente que pegar determinadas doenças leves não fariam grandes males a ele e deixariam seu organismo mais forte.

Não quero, de forma alguma, desconsiderar a importância das vacinas na erradicação de doenças no mundo inteiro, no aumento da expectativa de vida, e diminuição da mortalidade infantil. Tanto é que, como já disse, vacinei meu filho. Só que há aspectos a serem considerados. Em primeiro lugar, acho importante lembrar a carga pesada de vírus atenuados ou toxinas de bactérias que são injetados no corpinho de um bebê de menos de 1 ano. Nunca na história da humanidade mexemos tanto no sistema imunológico das crianças. Coincidência ou não, também nunca tivemos tantos casos de crianças com doenças auto-imunes e reações violentas creditadas às vacinas. Ninguém nos informa, mas vacina pode até causar a morte. Como os casos são raros e o efeitos das doenças em toda a população são devastadores, a opção dos governos foi a de pesar o custo/benefício: imunizar em massa, considerando estes casos como exceção. Aí eu pergunto: você gostaria que seu filho fosse esta exceção? O filho de uma conhecida teve, há menos de 1 mês, um choque hipotônico-hiporresponsivo (a criança desmaiou, caiu gelada e dura no chão) depois de tomar a tríplice viral. Segundo os médicos, inclusive pesquisadores da Fiocruz e do próprio Ministério da Saúde, o que aconteceu foi, sim, uma reação à vacina.

Tem ainda a questão política. As vacinas do SUS podem oferecer mais efeitos adversos, como a Sabin, por exemplo, que usa o vírus vivo atenuado. Quem tem dinheiro para pagar toma a Salk, muito mais cara, oferecida em clínicas particulares, que usa o vírus morto. Algumas vacinas distribuídas pelo SUS no Brasil utilizam o tiomersal como conservante. Este é um composto que contém mercúrio, metal pesado que dispensa apresentações, e que não é usado nas vacinas particulares. O tratamento, como se vê, não é igual para todos. Isso é uma questão de saúde pública ou de desigualdade social? Apesar de não haver estudos conclusivos, existe uma corrente que associa diretamente o tiomersal ao desencadeamento do autismo em crianças propensas. Pode ser que não tenha nada a ver mesmo. Por outro lado, penso cá com meus botões que não deve existir muito interesse nem dos grandes governos, nem da indústria farmacêutica de bancar estudos para divulgar os malefícios das vacinas, né? Quem vai pagar estas pesquisas? Sem pesquisa, não há provas.

O que eu acho é que, nós, pais, deveríamos ser informados que a vacinação traz, além de benefícios, também riscos sérios. Quais são estes riscos, ainda que sejam mínimos. Isto deveria vir escrito na carteira de vacinação, deixando que os pais ficassem livres para escolher se querem ou não apostar para ver. A obrigatoriedade das vacinas, ainda que seja por uma questão de saúde pública, me soa invasiva, injusta e desleal, uma vez que aplicamos algo em nossos filhos que não sabemos o que pode acontecer. Antes de seguir cegamente o que diz o calendário – ou o médico – sugiro irmos, todos, atrás de informações, tanto de um lado, como do outro. Talvez encontremos surpresas neste caminho.


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